A segurança alimentar tanto se refere ao défice de alimentos como ao excesso de calorias e nutrientes.
A revolução verde dos anos 70 conseguiu aumentar a produtividade das culturas e alimentar uma população crescente, mas será esta abordagem biotecnólogica sustentável a longo prazo?
Qual o papel da produção e distribuição local e da agricultura familiar?
A segurança alimentar pode ser entendida como o acesso adequado à alimentação em qualidade e quantidade.
Quando falamos de insegurança alimentar, distinguimos entre moderada, quando a qualidade e/ou a quantidade estão comprometidas, e a severa, quando a população não tem alimentos durante alguns dias.
O artigo de 2010 "Food Security - the challenge of feeding 9 billion people" refere que o aumento da população irá levar ao aumento da competição por solo, energia e recursos, ao aumento da produção de resíduos e à sobreexploração do pescado. Acrescem os efeitos das alterações climáticas.
Todos estes constrangimentos requerem uma estratégia global multifacetada e interligada para produzir mais alimentos e usá-los de forma eficiente.
O aumento da riqueza traz também o aumento do poder de compra e a alteração dos padrões de consumo de uma dieta à base de vegetais e leguminosas para uma dieta à base de carne, produtos lácteos e peixe.
É assim necessário alterar rapidamente a procura por alimentos, apostar numa produção ambiental e socialmente sustentável e assegurar que a população mundial pobre já não morre de fome.
Apesar dos preços dos alimentos terem diminuído (com exceção de alguns picos, um em 1970 associado à crise petrolífera e um em 2008 associado à recessão), estaremos a entrar num período de preços dos alimentos mais voláteis e em crescimento devido ao aumento da procura e competição para outros fins que não a alimentação (biocombustíveis a partir de culturas agrícolas)? Como podemos produzir de forma mais sustentável? Como podemos produzir a mesma ou mais quantidade com a mesma (ou até menor) área disponível? Especialmente considerando que o mundo irá precisar de 70 a 100% mais alimentos em 2050 e que o aumento da produção alimentar depende do local onde é produzido!
Como podemos reduzir o intervalo da produtividade (yield gap) dado como a diferença entre a produtividade líquida e o máximo que se consegue atingir?
Estará a solução na agricultura de precisão? Na intensificação sustentável? Na redução das externalidades negativas?
Falando em desperdício alimentar, há que considerar o que se obtém da ausência de infraestruturas ao longo da cadeia alimentar (como equipamentos de frio e de transporte), da falta de conhecimento ou investimento em armazenamento e que é comum nos países dos grupos III e IV, e do que se obtém na cadeia de retalho e nas casas dos consumidores individuais.
A revolução verde dos anos 70 conseguiu aumentar a produtividade das culturas e alimentar uma população crescente, mas será esta abordagem biotecnólogica sustentável a longo prazo?
Qual o papel da produção e distribuição local e da agricultura familiar?
A segurança alimentar pode ser entendida como o acesso adequado à alimentação em qualidade e quantidade.
Quando falamos de insegurança alimentar, distinguimos entre moderada, quando a qualidade e/ou a quantidade estão comprometidas, e a severa, quando a população não tem alimentos durante alguns dias.
O artigo de 2010 "Food Security - the challenge of feeding 9 billion people" refere que o aumento da população irá levar ao aumento da competição por solo, energia e recursos, ao aumento da produção de resíduos e à sobreexploração do pescado. Acrescem os efeitos das alterações climáticas.
Todos estes constrangimentos requerem uma estratégia global multifacetada e interligada para produzir mais alimentos e usá-los de forma eficiente.
O aumento da riqueza traz também o aumento do poder de compra e a alteração dos padrões de consumo de uma dieta à base de vegetais e leguminosas para uma dieta à base de carne, produtos lácteos e peixe.
É assim necessário alterar rapidamente a procura por alimentos, apostar numa produção ambiental e socialmente sustentável e assegurar que a população mundial pobre já não morre de fome.
Apesar dos preços dos alimentos terem diminuído (com exceção de alguns picos, um em 1970 associado à crise petrolífera e um em 2008 associado à recessão), estaremos a entrar num período de preços dos alimentos mais voláteis e em crescimento devido ao aumento da procura e competição para outros fins que não a alimentação (biocombustíveis a partir de culturas agrícolas)? Como podemos produzir de forma mais sustentável? Como podemos produzir a mesma ou mais quantidade com a mesma (ou até menor) área disponível? Especialmente considerando que o mundo irá precisar de 70 a 100% mais alimentos em 2050 e que o aumento da produção alimentar depende do local onde é produzido!
Como podemos reduzir o intervalo da produtividade (yield gap) dado como a diferença entre a produtividade líquida e o máximo que se consegue atingir?
Estará a solução na agricultura de precisão? Na intensificação sustentável? Na redução das externalidades negativas?
Falando em desperdício alimentar, há que considerar o que se obtém da ausência de infraestruturas ao longo da cadeia alimentar (como equipamentos de frio e de transporte), da falta de conhecimento ou investimento em armazenamento e que é comum nos países dos grupos III e IV, e do que se obtém na cadeia de retalho e nas casas dos consumidores individuais.
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