O doutoramento começou com noções de segurança alimentar e tendências globais.
É inevitável falar de globalização, pois esta influencia a disponibilidade local de alimentos, as dietas individuais e as práticas agrícolas e alimentares, promovendo o estabelecimento de mecanismos de circulação de sementes e a constituição de redes formais e informais.
O material de estudo inclui um artigo de Boivin et al. (2012) intitulado "Old World Globalization and the Columbian Exchange: comparison and contrast".
Neste artigo discute-se o papel da globalização na disseminação de culturas alimentares. De acordo com outros autores (referência para Jones et al. em Food globalization in prehistory, 2011) o comércio de culturas de amido deveu-se à otimização da sua produtividade por serem culturas de crescimento rápido, ignorando outros fatores.
Ora, este artigo argumenta que o deslocamento das culturas tem uma dimensão social que não pode ser descurada.
Desde cedo, as sociedades humanas têm valorizado os produtos novos, exóticos e que vêm do exterior. Estes produtos têm associado um estatuto e um prestígio sociais.
Verificou-se que, à medida que as especiarias se tornaram mais disponíveis a partir do século XVII, o seu preço baixou e que estas deixaram de ter o exotismo que tiveram quando eram escassas, diminuindo a sua utilização na culinária de luxo.
O movimento das culturas agrícolas entre áreas culturais contribuiu para a diversificação da agricultura local de subsistência, tendo estas culturas sido assimiladas.
É importante distinguir três vetores:
- valor social
- escala de produção
- distância a que a cultura foi obtida.
Com base nestes vetores podemos construir três trajetórias:
- de exótico (alto valor, vêm de longe, escala de produção baixa) para conter o risco (risk-buffering) e deste para cultura tradicional (por exemplo, trigo da China)
- diminuição da importância da espécie ao longo do tempo (trajetória inversa da anterior; por exemplo uma variedade de millet na Índia)
- de exótico para cultura com valor económico produzida por atacado para comércio (por exemplo, o açúcar).
Referenciar também o papel dos nómadas, que, como abelhas, transportaram culturas agrícolas entre nações.
A principal conclusão que tiro deste estudo é que é redutor considerar apenas um único fator para explicar a disseminação de culturas e que a componente social tem um papel relevante a desempenhar. No fundo, o comércio tenta responder à procura. As pessoas procuram o novo, o exótico e estão dispostas a pagar mais por isso. Quando algo novo se torna corriqueiro, o seu valor diminui.
A globalização tem uma dimensão cultural importante.
É inevitável falar de globalização, pois esta influencia a disponibilidade local de alimentos, as dietas individuais e as práticas agrícolas e alimentares, promovendo o estabelecimento de mecanismos de circulação de sementes e a constituição de redes formais e informais.
O material de estudo inclui um artigo de Boivin et al. (2012) intitulado "Old World Globalization and the Columbian Exchange: comparison and contrast".
Neste artigo discute-se o papel da globalização na disseminação de culturas alimentares. De acordo com outros autores (referência para Jones et al. em Food globalization in prehistory, 2011) o comércio de culturas de amido deveu-se à otimização da sua produtividade por serem culturas de crescimento rápido, ignorando outros fatores.
Ora, este artigo argumenta que o deslocamento das culturas tem uma dimensão social que não pode ser descurada.
Desde cedo, as sociedades humanas têm valorizado os produtos novos, exóticos e que vêm do exterior. Estes produtos têm associado um estatuto e um prestígio sociais.
Verificou-se que, à medida que as especiarias se tornaram mais disponíveis a partir do século XVII, o seu preço baixou e que estas deixaram de ter o exotismo que tiveram quando eram escassas, diminuindo a sua utilização na culinária de luxo.
O movimento das culturas agrícolas entre áreas culturais contribuiu para a diversificação da agricultura local de subsistência, tendo estas culturas sido assimiladas.
É importante distinguir três vetores:
- valor social
- escala de produção
- distância a que a cultura foi obtida.
Com base nestes vetores podemos construir três trajetórias:
- de exótico (alto valor, vêm de longe, escala de produção baixa) para conter o risco (risk-buffering) e deste para cultura tradicional (por exemplo, trigo da China)
- diminuição da importância da espécie ao longo do tempo (trajetória inversa da anterior; por exemplo uma variedade de millet na Índia)
- de exótico para cultura com valor económico produzida por atacado para comércio (por exemplo, o açúcar).
Referenciar também o papel dos nómadas, que, como abelhas, transportaram culturas agrícolas entre nações.
A principal conclusão que tiro deste estudo é que é redutor considerar apenas um único fator para explicar a disseminação de culturas e que a componente social tem um papel relevante a desempenhar. No fundo, o comércio tenta responder à procura. As pessoas procuram o novo, o exótico e estão dispostas a pagar mais por isso. Quando algo novo se torna corriqueiro, o seu valor diminui.
A globalização tem uma dimensão cultural importante.
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