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Mensagens

A mostrar mensagens de outubro, 2019

Millenium Ecosystem Assement e TEEB

As duas avaliações que foram feitas as serviços de ecossistemas, Millenium Ecosystem Assessment (MA) e TEEB usam abordagens diferentes: MA - fica-se na importância relativa nas ligações entre as componentes do ecossistema e o bem estar humano TEEB - considera os serviços de ecossistemas entre os sistemas natural e humano e identifica os benefícios para as pessoas dos serviços providenciados pelos ecossistemas, separando benefícios e valores Qual a abordagem mais eficaz? Os serviços de ecossistemas são um produto do ecossistema e da energia humana (os alimentos que são produzidos requerem trabalho humano). Em 2010, foi criado um indicador chamado SEBI - Streamlining European Biodiversity Indicator, que tentou mapear os serviços dos ecossistemas europeus, quantificar e modelar e identificar os compromissos (trade-offs) entre os serviços de ecossistemas. Um importante conceito é o custo de oportunidade, custo de escolher um determinado serviço em detrimento de outro (por exemplo,...

Biodiversidade e serviços dos ecossistemas

Biodiversidade ou diversidade biológica diz respeito à diversidade de espécies, ecossistemas e genes que habitam este planeta e que desempenham um papel importante no seu equilíbrio. A perda de biodiversidade leva não só à extinção de espécies, mas também à perda de benefícios para os humanos devido ao papel que esta desempenha no funcionamento dos ecossistemas e serviços. A principal causa da biodiversidade é a conversão de habitats naturais, seja para agricultura, seja para expansão urbana. Os serviços de ecossistemas incluem uma componente natural (bens e serviços) e social (bens e serviços que as pessoas valorizam). Na história da Terra já houve várias extinções de espécies. O problema atualmente é a causa antropogénica desta extinção, a velocidade a que está a ocorrer e o impacto generalizado a nível taxonómico que terá, pois não é totalmente conhecido. Em 1992, um dos resultados da Cimeira do Rio foi a Convenção das Nações Unidas sobre a Diversidade Biológica. Também os obj...

Fome Zero - agricultura familiar

Não há uma definição única para agricultura familiar, mas há características  e parâmetros que permitem identificá-la neste tipo: gestão da produção feita pela família ou por um membro da família proporção do trabalho da família na força total de trabalho proporção dos rendimentos com relação aos rendimentos totais valor capital do que a família tem em termos de maquinaria, terra, stocks de entrada e produção, entre outros A agricultura familiar é a forma predominante de produção agrícola: mais de 90% de todas as explorações (600 milhões) são geridas por famílias ou dependem quase na totalidade do trabalho familiar, produzindo mais de 80% dos alimentos mundias em termos de valor. Constituíram-se várias organizações para defender os interesses desta tão importante franja societária e debater incentivos, medidas e políticas que a ajude. São exemplos pagamentos por serviços de ecossistemas, fomentar a utilização dos alimentos produzidos para alimentação nas escolas, programas ...

Fome Zero

O programa Fome Zero foi implementado no Brasil em 2003 e conseguiu que 20 milhões de brasileiros saíssem do limiar da fome em 2014. Constataram que a fome era devida a: insuficiência de procura (concentração dos rendimentos,  elevados níveis de desemprego e de subemprego) incompatibilidade dos preços atuais dos alimentos com o baixo poder de compra da população exclusão do mercado da parcela mais pobre da população E criaram políticas estruturais e específicas. Políticas estruturais: geração de emprego e aumento dos rendimentos intensificação da reforma agrária previdência social universal bolsa escola e renda mínima incentivo à agricultura familiar Com estes incentivos, havia um sinal claro do governo de apoio à população mais carenciada, ao mesmo tempo em que tentavam estimular o mercado interno através de uma maior produção de alimentos. Políticas específicas: programa cupom de alimentação (PCA) - 6 meses ou 1 ano prorrogável ampliação e redirecionamento do...

Produção agrícola para alimentar o mundo

A segurança alimentar tanto se refere ao défice de alimentos como ao excesso de calorias e nutrientes. A revolução verde dos anos 70 conseguiu aumentar a produtividade das culturas e alimentar uma população crescente, mas será esta abordagem biotecnólogica sustentável a longo prazo? Qual o papel da produção e distribuição local e da agricultura familiar? A segurança alimentar pode ser entendida como o acesso adequado à alimentação em qualidade e quantidade. Quando falamos de insegurança alimentar, distinguimos entre moderada, quando a qualidade e/ou a quantidade estão comprometidas, e a severa, quando a população não tem alimentos durante alguns dias. O artigo de 2010 "Food Security - the challenge of feeding 9 billion people" refere que o aumento da população irá levar ao aumento da competição por solo, energia e recursos, ao aumento da produção de resíduos e à sobreexploração do pescado. Acrescem os efeitos das alterações climáticas. Todos estes constrangimentos req...

Segurança alimentar e tendências globais

O doutoramento começou com noções de segurança alimentar e tendências globais. É inevitável falar de globalização, pois esta influencia a disponibilidade local de alimentos, as dietas individuais e as práticas agrícolas e alimentares, promovendo o estabelecimento de mecanismos de circulação de sementes e a constituição de redes formais e informais. O material de estudo inclui um artigo de Boivin et al. (2012) intitulado "Old World Globalization and the Columbian Exchange: comparison and contrast". Neste artigo discute-se o papel da globalização na disseminação de culturas alimentares. De acordo com outros autores (referência para Jones et al. em Food globalization in prehistory, 2011) o comércio de culturas de amido deveu-se à otimização da sua produtividade por serem culturas de crescimento rápido, ignorando outros fatores. Ora, este artigo argumenta que o deslocamento das culturas tem uma dimensão social que não pode ser descurada. Desde cedo, as sociedades humanas têm...

O início

11 de outubro de 2019, 14h30, Sala dos Reitores da Reitoria da Universidade de Lisboa Cheguei por volta das 14h e os coordenadores já estavam na sala, bem como uma colega doutoranda, que mais tarde soube chamar-se Inês Saraiva. Quis o destino que ela se chamasse Inês e eu Joana e assim ficamos sentadas uma ao lado da outra. Os outros colegas doutorandos começaram a chegar. Após verificarmos se as apresentações estavam como manda a regra PechaKucha (20 imagens, 20 segundos), ocupamos os nossos lugares e a sessão começou. Foi-nos dado os parabéns por termos escolhido este doutoramento. Foi-nos dito que era algo inovador e que ao longo deste primeiro ano escolar íamos aprender a pensar fora da caixa. Fomos selecionados por sermos diferentes. E, de facto, temos todos um percurso muito diferente, das áreas da nutrição, medicina, publicidade, cinema, veterinária, passando pela engenharia, onde eu me incluo. Portugueses, brasileiros, uma italiana. Muita diversidade. Que esta diversidad...